Kawasaki mostra como a eletrônica eleva a segurança

Tecnologias que ajustam automaticamente suspensões, freios e motor a partir das condições do trajeto e de desempenho já equipam modelos de topo da marca

Kawasaki mostra como a eletrônica eleva a segurança

Felizmente, cada vez mais, as motocicletas aumentam os níveis de eficiência e de segurança, à medida em que a eletrônica ganha espaço em seus projetos e se popularizam com o surgimento de novas tecnologias de auxílio à pilotagem. E a Kawasaki tem um papel importante neste processo, com o desenvolvimento de vários desses recursos.

É o caso, por exemplo, do sistema de suspensão semiativa Kecs (Kawasaki Electronic Control Suspension), no qual os sensores ligados às válvulas que regulam o fluxo de fluido dentro da câmara dos amortecedores realizam uma leitura precisa do terreno e enviam sinais para ajustar o grau de absorção das irregularidades do piso, a fim de manter o máximo de aderência dos pneus. O sistema Kecs já é incluído como item de série nas superesportivas Ninja ZX-10R SE, Ninja H2 SX SE e Ninja ZX-10R, e na bigtrail Versys 1000 Grand Tourer.

Kawasaki Electronic Control Suspension (Kecs)

O Kecs adiciona ao conjunto de suspensões fornecido pela Showa (também japonesa) um sensor na bengala esquerda do garfo dianteiro, que faz a leitura e envia os sinais para a ECU (unidade de controle eletrônica), enquanto na direita ficam as válvulas solenoides, as quais ajustam automaticamente a calibragem da suspensão, oferecendo segurança e estabilidade nas mais diversas situações de piso e de pilotagem.

Segundo a Kawasaki, o sistema eletrônico conseguiu aperfeiçoar e tornar linear a curva de ajuste, minimizando os efeitos sentidos no guidão, além de proporcionar respostas ultrarrápidas, em apenas 0,001 seg. 

O resultado prático, ainda de acordo com a marca, pode ser sentido ao trafegar por uma via pavimentada que, repentinamente, se torna irregular, por exemplo, com buracos e partes do piso soltas – situação absolutamente comum no Brasil. Ao identificar as irregularidades na superfície, a suspensão emite impulsos elétricos para a CPU (unidade central de processamento), a partir dos quais ela calcula e retransmite, numa fração de segundo, os parâmetros que ajustam o melhor curso, compressão e retorno dos amortecedores, por meio da variação da pressão hidráulica, resultando em maior estabilidade da moto. E tudo de forma automatizada, sem a necessidade de o piloto ativar qualquer botão.

Esse sistema de segurança ativa é incluído como equipamento de fábrica em todos dos modelos topo de linha da Kawasaki.

Kawasaki H2 SX SE

Outro exemplo da aplicação da eletrônica a favor da segurança é o sistema ABS aprimorado com a tecnologia Kibs (Kawasaki Intelligent Anti-Lock Brake System), incluído como item original nos modelos Ninja ZX-10R, Ninja H2 SX SE, Ninja 1000 e Ninja 1000 Tourer. Conforme detalha a Kawasaki, o Kibs vai além dos sensores de velocidade das rodas dianteira e traseira – padrão em qualquer sistema ABS -, e monitora também a pressão hidráulica da pinça dianteira do freio e várias informações da ECU (unidade de controle do motor), tais como a posição da borboleta do acelerador, a rotação do virebrequim, o acionamento da embreagem e a marcha utilizada.

Além da função básica de evitar o travamento das rodas nas frenagens, o avançado sistema ABS da Kawasaki também gerencia a força aplicada nos freios e a transmissão de potência do motor durante as curvas, por meio da tecnologia chamada de Kcmf (Kawasaki Cornering Management Function).

Assim, quando o piloto inicia a tangência e aciona os freios, o Kibs entra em ação, evitando a que a roda de trás levante e perca contato com o piso – o chamado RL, de rear lift, ou “traseira suspensa” – mantendo a tração e estabilidade da moto. Em seguida, é acionada a eletrônica inteligente da IMU (Unidade de Medida Inercial), que analisa em fração de segundo os dados de potência do motor, torção do chassi e força de frenagem; se necessário, a tecnologia ajusta o atuação dos freios dentro da curva, assegurando a transição suave desde a entrada até a saída da tangência, permitindo ao piloto manter a trajetória desejada e sem sustos.

Kawasaki Traction Control

Nessas situações, também entra em ação o controle de tração Ktrc (Kawasaki Traction Control), evitando excessos na aceleração e eventuais perdas de aderência da motocicleta. E, por fim, já na saída da curva, é ativado o controle de empinamento (wheeling), que mantém a roda dianteira grudada no piso, garantindo a aderência total da moto e maior estabilidade para o piloto retomar a aceleração.

Fonte: Kawasaki do Brasil I Edição: Fábio Ometto I Imagens: Divulgação