Vespa completa 75 anos de história, cada vez mais jovem

Do pioneiro modelo 98, lançado em 1946, à recente versão Elletrica, o scooter mais famoso do mundo vem escrevendo uma história de romantismo, estilo e inovação

Vespa completa 75 anos de história, cada vez mais jovem

A Vespa nasceu a partir do desejo de criar um produto inovador para a mobilidade individual. Após a Segunda Grande Guerra (1939-1945), restara à Itália a economia em frangalhos, as estradas bombardeadas e quase intransitáveis, o que fez a população procurar por transporte barato e ágil para aquelas circunstâncias, elegendo os veículos de duas rodas como solução.

Estabelecida em 1884, em Genova, capital da Ligúria, por Rinaldo Piaggio, um jovem empreendedor com apenas 20 anos de idade, a italiana Piaggio cresceu em ritmo acelerado, graças à competência de seu fudador, e, no final daquele mesmo século 19, já produzia de motores variados a locomotivas, incluindo carruagens e automóveis.

Linha de montagem da Vespa na fábrica de Pontedera, na década de 1950

Durante os dois conflitos mundiais na primeira metade do século seguinte, a empresa dedicou-se a novas áreas de atuação, produzindo componentes para aeronaves e embarcações. Por essa razão, suas fábricas localizadas também em Pisa e em Pontedera, ambas na belíssima região da Toscana, foram estrategicamente atingidas pelas forças aliadas, especialmente essa última, onde era produzido um avançado avião de quatro motores, o P 108, tanto na versão de passageiros como na versão de bombardeiro.

E foi ali que, em 1946, ficou pronta a primeira Vespa como a conhecemos. O nome de código era MP6, mas, ao ver protótipo, Enrico Piaggio, filho do fundador da empresa e idealizador do projeto da motoneta, exclamou “Sembra una vespa!” (parece uma vespa), e o modelo acabou assim batizado. O desenho da Vespa foi patenteado em 23 de abril de 1946, data que é considerada como o ponto de partida de sua longa história.

Vespa 98: primeiro modelo de série foi patenteado em 23 abril de 1946

As 15 unidades iniciais da Piaggio Vespa saíram da linha de montagem naquele mesmo mês. Estavam equipadas com motor monocilíndrico de 98 cm³ de cilindrada, dois tempos, refrigerado a ar, que gerava 3,5 cavalos de potência a 4.500 rpm. Acoplado ao câmbio de 3 velocidades, o conjunto podia levar a motoneta aos 60 Km/h.

Mas, até aquele momento, um longo caminho já havia sido percorrido pela empresa em busca do projeto ideal para o veículo. Um primeiro protótipo foi desenvolvido em 1944 pelos engenheiros da Piaggio Renzo Spolti e Vittorio Casini, que apresentava pequenas rodas e carroceria envolvendo o motor central. De acordo com o site Andar de Moto, este primeiro conceito foi inspirado nas antigas scooters Cushman fabricadas nos Estados Unidos, e empregadas durante a II Guerra Mundial para movimentar oficiais e tropas especiais contra a própria Itália, que ao lado da Alemanha e Japão, formava o grupo de países chamado de “Eixo”.

Vespa MP5 “Peperino”: primeiro projeto da motoneta foi desaprovado por Piaggio

No entanto, o protótipo que tinha o nome de código MP5 (Moto Piaggio nº 5) – mas que acabou conhecido internamente na empresa como Paperino, como é chamado na Itália o Pato Donald, personagem dos quadrinhos -, não teve a aprovação de Enrico.

Para buscar a solução, a Piaggio convocou o engenheiro aeronáutico Corradino D’Ascanio, responsável pelo desenho, construção e voo do primeiro helicóptero moderno, quando trabalhara na fabricante Agusta, além de ter participado no desenvolvimento da Lambretta, que viria a se tornar a maior rival da Vespa.

Projeto definitivo foi desenhado pelo engenheiro aeronáutico Corradino D’Ascanio

Contudo, D’Ascanio não tinha o menor apreço pelas motocicletas, por considerá-las inseguras e desinteressantes. Felizmente, graças a esta particularidade e à sua bagagem como projetista de aeronaves, ele concebeu um conceito de veículo inovador e revolucionário, sintetizado em uma scooter com quadro monocoque (termo em francês que significa “casco único”), que acabou por se tornar um sinônimo visual da marca Vespa.

Apresentada ao público em geral pela primeira vez em um clube de golfe em Roma e, logo depois, na feira de Milão de 1946, a Vespa não foi um sucesso de vendas logo de imediato. A produção era distribuída por meio de uma pequena rede de concessionárias, com preço de 55.000 liras para o modelo básico, e de 66.000 liras para a versão de luxo. Porém, com a disponibilidade de parcelamento, os pedidos dispararam. Assim, aproximadamente 2.500 unidades foram entregues em 1947, crescendo exponencialmente para 10 mil em 1948, 20 mil em 1949 e mais de 60.000 no primeiro ano da década de 1950.

Vespa 75º Aniversário

Desde então, a Piaggio Vespa vem escrevendo uma trajetória que já perdura por 75 anos ininterruptos e alcança a extraordinária marca de 19 milhões de scooters. A unidade que comemorou o número de produção histórico é uma GTS 300 na edição especial 75º Aniversário e foi montada na mesma planta de Pontedera, onde o modelo vem sendo fabricado ininterruptamente desde 1946.

LINHA DO TEMPO – Acompanhe a evolução da Vespa desde o primeiro modelo até a chegada da versão sustentável Elettrica:

Vespa 98 1946

VESPA 98 (1946) – Em abril de 1946, este novo meio de transporte funcional e inovador foi apresentado ao mundo. O escudo foi gravado com um novo logotipo que substituiu o emblema aeronáutico anterior da Piaggio.

Embora as vendas tenham começado devagar, a Vespa despertou a curiosidade, surpresa e até mesmo o ceticismo do público, bem como o grande interesse por parte da imprensa. Já foram produzidos 16.500 modelos da segunda edição da Vespa 98.

Vespa 98 II Serie (1947)

VESPA 98 II SERIE (1947) – Este modelo ofereceu melhorias significantes em relação ao seu antecessor, tanto em termos de estética quanto em especificações técnicas.

Agora, apresentava uma roda reserva para o caso de um furo, que era altamente provável devido às condições terríveis da estrada do pós-guerra. Esse elemento altamente funcional logo se tornou uma das características de design mais conhecidas da Vespa. Fora isso, a segunda série do modelo vinha com farol redesenhado e com uma cor prata metálica que lembrava a empresa de aeronáutica da Piaggio.

Revistas informavam que havia uma lista de espera de oito meses para ter uma Vespa 98 e, por essa razão, um próspero mercado negro cresceu, onde a Vespa era vendida pelo dobro do preço inicial, alcançando um preço de 125.000 liras! Segundo a marca, já foram produzidos 16.500 exemplares da segunda edição da Vespa 98.

Vespa 125 (1949)

VESPA 125 (1949) – Em 1948, a Piaggio lançou uma nova Vespa. Entre 1946 e 1947, 1.183 unidades de 125 cm³ foram vendidas e exportadas, principalmente para a vizinha Suíça. No final de 1947, Enrico Piaggio decidiu parar completamente a produção da Vespa 98 cm³ e continuar apenas com a versão mais potente.

Algumas outras adaptações do modelo foram o braço da suspensão dianteira, o capô do motor mais elevado, que permitia um acesso mais fácil ao conjunto motriz e a outros componentes. A série seguinte da Vespa, lançada em 1949, e que tem um exemplar exposto no Museu Piaggio, instalado junto à fábrica de Pontedera, era ainda mais aperfeiçoada, com novo sistema de refrigeração e melhoria do acionamento da caixa de câmbio no guidão, uma característica típica da marca.

Vespa 125 (1951)

VESPA 125 (1951) – As vendas da Vespa cresceram devido à melhoria na tecnologia e estética em 1951, padrão muito semelhante ao ocorrido três anos antes.

Mas, também, como reflexo da fama conquistada pelo modelo ao fazer sua estreia no cinema, aparecendo com destaque no inesquecível longa-metragem romântico “A Princesa e o Plebeu”, que contava a história de amor vivida em Roma entre os personagens interpretados por Audrey Hepburn e Gregory Peck.

Vespa 125 U (1953)

VESPA 125 U (1953) – Criada como um modelo econômico, a Vespa U – de utilitá – trazia, pela primeira vez, o farol colocado na altura do guidão, ao invés do paralama dianteiro. O modelo foi projetado para neutralizar a concorrência da Lambretta e era vendida por 110 dólares.

Entretanto, somente sete mil cópias desta scooter foram produzidas, tornando este modelo um dos mais procurados pelos colecionadores.

Vespa 150 side-car (1955)

VESPA 150 SIDE-CAR (1955) – A Vespa Side-Car foi criada entre o final de 1948 e o início de 1949. A Vespa com assento lateral permitia uma viagem de longas distâncias estável e confortável. O implemento era feito de chapa de aço, montado à mão e ligado à Vespa por um único tubo.

Elogiado por seu excelente desempenho, mesmo em terreno com neve e em encostas íngremes, o modelo Side-Car mostrava conforto e uma capacidade adicional graças a um pequeno porta-malas na parte traseira, bem como à conveniência adicional em longas distâncias.

Vespa 150 GS (1955)

VESPA 150 GS (1955) – Na década de 1950, o mercado também mudou e a Vespa se tornou um símbolo de distinção entre os jovens. Pela primeira vez, um veículo para o mercado de massas foi criado com um motor mais silencioso e performances de tirar o fôlego. Simultaneamente, este modelo é considerado o mais belo scooter já produzido no mundo e, por isso, um marco na história não apenas da Vespa, mas para todo o segmento.

A Vespa 150 GS tinha credenciais esportivas que resultavam diretamente da experiência da equipe de corrida da Piaggio. O motor tinha admissão direta para o cilindro, o que elevava a potência para 8 cv a 7.500 rpm, combinado à caixa de câmbio com quatro marchas. O assento alongado e as rodas grandes, com aros de 10 polegadas, alteravam significativamente a linha Vespa. A versão pré-série deste modelo também se encontra em exposição no Museu Piaggio.

Vespa 150 (1956)

VESPA 150 (1956) – Dez anos após o nascimento do primeiro modelo, a fábrica de Pontedera alcançou a venda da milionésima Vespa. Embalada pelo sucesso junto ao público, a motoneta foi além de todas as expectativas e oferecida, então, em três versões: 125, 150 e 150 cm³ GS.

Além do melhor desempenho, a Vespa 150 também se destacou devido ao farol montado no alto do guidão tinha o preço de lançamento de 148.000 liras em 1956.

Vespa 400 (1957)

VESPA 400 (1957) – No auge do sucesso da Vespa, a Piaggio decidiu retomar o mundo das quatro rodas, como no início de suas atividades, no final do século 19.

O engenheiro Corradino D’Ascanio sempre teve o plano de projetar o Vespa 400, um pequeno carro com um motor de dois tempos, posicionado na parte traseira. O modelo foi lançado em 1957 e teve 30.000 unidades produzidas.

Vespa 125 VNA2 (1958)

VESPA 125 VNA2 (1958) – A Vespa 125 cm³ de 1958 marcou época. Produzido em duas cores, cinza e bege, esta foi a primeira Vespa com estrutura feita pela junção de duas metades de chapas metálicas.

Esse tipo de construção trouxe vantagens consideráveis em termos de produção industrial e adotado em todos os modelos a partir de 1958. A novidade foi acompanhada por um motor compacto também inédito.

Vespa 150 GS VS5 (1959)

VESPA 150 GS VS5 (1959) – A icônica Vespa 150 Gran Sport estabeleceu-se em 1955 com o modelo VS1. Este modelo foi equipado com ventilador para o motor, velocímetro especial e suporte da iluminação traseira totalmente cromado, com a luz de freio integrada.

O modelo também trazia o sistema de freios melhorado e o logotipo da Piaggio aplicado no parachoque dianteiro. Produzida entre 1958 e 1961, a Vespa 150 GS, modelo VS5, é a recordista de tiragem, com 80 mil unidades.

Vespa 150 VBA (1961)

VESPA 150 VBA (1961) – Este modelo foi apresentado em 1958 com algumas mudanças. A cor era semelhante à de suas antecessoras (azul metálico), mas, no entanto, os painéis laterais eram decorados com entradas de ar, feitas de alumínio, e a luz traseira era maior e com suporte totalmente cromado.

A Vespa 150 (VBA) estreou durante os Jogos Olímpicos de Roma em 1960 e tornou-se um grande sucesso, graças à sua elegância e funcionalidade.

Vespa 50 (1963)

VESPA 50 (1963) – A Vespa tornou-se altamente popular entre os jovens, que a escolhiam por ser muito flexível e esteticamente agradável. A fim de atrair um público mais amplo, a Piaggio apresentou a Vespa 50, promovida com o slogan “jovem, moderna e… sem documentos”.

Era uma Vespa que, de acordo com as regras do Código da Estrada de 1963, poderia ser dirigida sem placa e sem carteira, a partir dos 14 anos de idade. A Vespa 50 foi o último scooter projetado por Corradino D’Ascanio e também significa um marco na história da Piaggio: de 1964 até hoje, mais de 3 milhões de unidades do modelo de 50 cm³ foram produzidas.

Vespa 90 Super Sprint (1966)

VESPA 90 SUPER SPRINT (1966) – Este foi, sem dúvida, o desenho mais original da Vespa. O escudo foi reduzido e o porta-luvas deslocado para o vão entre o assento e o guidão. O estepe, como na Vespa GS 1955, foi colocado no centro da plataforma de apoio para os pés.

Hoje, assim como a Vespa 50, a 90 SS está entre os modelos mais procurados e um verdadeiro item de colecionador.

Vespa Alpha (1967)

VESPA ALPHA (1967) – Este multi-veículo foi usado no filme “Dick Smart, o agente 2007”, com Richard Wyler, Margaret Lee e Rosanna Tapados. Trata-se de uma Vespa 180 Super Sport transformada pela Piaggio em parceria com a fabricante britânica Alpha Willis.

Na tela, a engenhoca era capaz de correr pelas estradas, voar como um helicóptero e navegar e mergulhar como um submarino.

Vespa 125 Primavera (1967)

VESPA 125 PRIMAVERA (1967) – Derivada da 125 VMA1, a Vespa 125 Primavera foi, desde seu lançamento, na década de 60, um sucesso imediato, devido ao seu motor potente, desempenho e manejo ágil. Porém, a principal característica desta scooter era o chassi mais longo, o que permitia transportar um segundo passageiro com mais conforto.

Voltada para os jovens a partir de 16 anos de idade, que adoravam esportes, viviam ao ar livre e não queriam se atrasar para se encontrar com os amigos por causa do trânsito, o modelo foi lançado sob o slogan “Com uma Vespa, você pode ser”.

VESPA 180 RALLY (1968) – Depois do sucesso da Vespa Super Sport 180, a Piaggio desenvolveu uma versão de 180 cm³ com nova especificação, trazendo motor e chassi completamente inéditos, bem como alterações estéticas no guidão e no assento.

Na escala de produção, a Vespa Rally 180 continua sendo um dos modelos mais bem sucedidos, com um total de mais de 26.000 unidades, entre 1968 e 1973.

Vespa 50 Special (1969)

VESPA 50 SPECIAL (1969) – Lançada no mesmo ano em que o homem chegou à Lua e do Festival de Woodstock, a Vespa 50 Special foi apresentada, predominantemente, ao mercado jovem com alterações estéticas no guidão e nas luzes dianteira e traseira. Simultaneamente, também chegava ao mercado a Vespa 50 Elestart, que mantinha o design da Special, mas trazia uma evolução técnica inovadora: a ignição eletrônica.

De 1969 a 1973, a Piaggio lançou uma de suas campanhas mais famosas: “Quem é Vespa come mel”, em alusão ao sucesso da Vespa 50 Special.

Vespa Primavera ET3 (1976)

VESPA PRIMAVERA ET3 (1976) – Esta nova versão da Vespa Primavera foi criada visando o mercado jovem da década de 1970 e incluía detalhes como o assento revestido de jeans.

Ao mesmo tempo, sua estrutura pequena, semelhante à da Vespa de 50 cm³, garantia uma capacidade ágil de manobra e um excelente comportamento na estrada. Por todos esses atributos, a Vespa ET3 Primavera foi um grande sucesso, com 144.000 unidades comercializadas.

Vespa Rally 200 (1976)

VESPA RALLY 200 (1976) – Após o grande sucesso da Vespa 180, em 1972 a Piaggio produziu um modelo que havia sido desenvolvido pela primeira vez para um motor de 200 cm³. A resposta do público a este novo produto foi incrível, com pessoas esperando meses para recebê-lo.

Esteticamente, a Vespa Rally 200 é reconhecida imediatamente pelos detalhes na cor branca vistos nas laterais da cobertura do motor e do paralama dianteiro, enquanto na parte técnica, seu motor era mais o potente das versões com ignição eletrônica lançados até aquele momento. Ao longo de seus sete anos de produção, de 1972 a 1979, mais de 41.700 modelos de Vespa Rally 200 deixaram a linha de montagem.

Vespa P125X (1978)

VESPA P125X (1978) – Apresentado como a nova Vespa PX 125 no Milan Show de 1977, este modelo tornou-se uma paixão do segmento jovem do mercado. As linhas quadradas e o chassi mais largo tornavam a PX imediatamente reconhecível.

As novidades técnicas incluíam o velocímetro completamente redesenhado e, principalmente, a altamente inovadora suspensão dianteira com amortecedor telescópico.

Vespa 125 T5 Pole Position (1985)

VESPA 125 T5 POLE POSITION (1985) – Para enfrentar a concorrência feroz que vinha do Japão, em 1985 a Vespa lançou o modelo T5 “Pole Position”, uma versão esportiva da Vespa PX125.

Completamente redesenhada, a 125 T5 Pole Position trazia motor com melhor desempenho, em paralelo ao design com linhas agressivas e que introduzia o spoiler e o parabrisa. Também o tacômetro digital aprimorou seu caráter esportivo.

A cada pole-position, uma Vespa como troféu. E Senna ganhou nada menos do que 50 delas

Como parte da estratégia de marketing, a marca italiana criou o “Piaggio Vespa Pole Position Trophy”, que presenteava o piloto que largasse na primeira posição nos GPs de Fórmula. Quase imbatível nos treinos de classificação, o brasileiro Ayrton Senna conquistou mais de 50 delas, ao longo de suas passagens pelas equipes Lotus e McLaren.

Vespa 50 Special Revival (1991)

VESPA 50 SPECIAL REVIVAL (1991) – Modelo mais popular entre os jovens nos anos de 1960, a Vespa 50 Special ganhou uma nova edição, trinta anos depois, para atender às muitas demandas dos aficionados pelo estilo vintage. Apreciada em todo o mundo, a nova Vespa 50 Special teve apenas 3.000 unidades produzidas.

O modelo foi idealizado para jovens pilotos que ainda não eram nascidos quando a Special original desfilava pelas ruas ou que não pretendiam ter uma Vespa. Este modelo foi um produto marcante e mereceu até uma localização privilegiada do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Vespa Ferrari ET4 150 (2001)

VESPA FERRARI ET4 150 (2001) – Como o próprio nome sugere, este modelo foi concebido como uma homenagem à equipe da Ferrari pela dupla conquista na temporada de 2000 da F1, tanto no campeonato de construtores quanto no de pilotos, com o alemão Michael Schumacher.

O veículo foi personalizado com os nomes de Montezemolo, Todt, Schumacher e Barrichello, e tinha uma pintura em vermelho Ferrari, com um assento de couro do mesmo material usado para revestir o interior dos supercarros da casa do Cavallino Rampante.

Vespa LX (2005)

VESPA LX (2005) – Esta foi responsável pelo retorno do “vespino”, o modelo compacto que foi oferecido ao lado do “vespone” por mais de 40 anos, ambos com estilo e técnica extremamente modernos.

A Vespa LX substituiu a bem-sucedida Vespa ET – que vendeu mais de 460.000 unidades desde 1996 – e disponível com quatro configurações de motores: 50 cm³ de dois e quatro tempos, e 125 e 150 cm³, de quatro tempos.

Vespa GTS 250 IE (2005)

VESPA GTS 250 IE (2005) – Cinquenta anos após o lançamento da Vespa GS (Gran Sport) – a primeira scooter esportiva da história e ainda procurada por colecionadores e fãs -, a Vespa GTS 250 renova a mistura de velocidade e estilo para se tornar a Vespa mais rápida, potente e tecnológica.

A partir de novembro de 2011, a Vespa GTS foi elevada à classe dos 300 cm³ de cilindrada, com motor de quatro válvulas, com injeção eletrônica e extremamente poderoso. Para aplacar todo esse ímpetio, a Vespa GTS foi equipada com sistema de freio dianteiro de disco duplo.

VESPA GT 60° 250 (2006)

VESPA GT 60° 250 (2006) – Este é o presente que a Vespa quis dar a seus fãs para celebrar o 60º aniversário da empresa. Apresentando acabamento exclusivo com materiais refinados, esta edição limitada original é feita em uma série de apenas 999 unidades, e está destinada a se tornar um dos marcos da longeva história da Vespa.

VESPA S50 – 125 (2007)

VESPA S50 – 125 (2007) – Toda a personalidade da “Vespino” esportiva do passado é revivida pela nova marca Vespa S. Segundo a marca, esta mistura fascinante de estilos e memórias mantém a alma jovem dos modelos atuais mais esportivos.

A Vespa S herda sua aparência rigorosamente minimalista trazido de modelos marcantes da década de 1970, como a 50 Special e a Vespa Primavera.

Vespa GTS 300 Super (2008)

VESPA GTS 300 SUPER (2008) – Modelo trouxe a elegância exclusiva da Vespa para a classe acima das “250”. O estilo clássico e único da Vespa é combinado com uma personalidade marcadamente esportiva e moderna, dando um olhar mais robusto às linhas da Vespa.

Vespa S50 – LX50 4V (2009)

VESPA S50 – LX50 4V (2009) – O novo modelo de 50 cm³, com motor quatro tempos e quatro válvulas, leva à redescoberta de uma categoria fundamental na história da Vespa.

Este novíssimo motor à época não deixava a desejar aos rivais de dois tempos, gerando 4,35 cv de potência e posicionando-se como o “cinquentinha” mais poderoso do mercado. E, ainda assim, segundo a marca, seus números de consumo e emissões se comparavam aos dos propulsores de quatro tempos.

Vespa GTS ABS ASR (2014)

VESPA GTS ABS ASR (2014) – Em 2014, a Vespa GTS evoluiu e se renovou, graças à adoção dos mais avançados sistemas eletrônicos de assistência à condução: sistema de freios ABS de dois canais e controle de tração ASR.

Vespa 70° Aniversário (2016)

VESPA 70° ANIVERSÁRIO (2016) – Quando a Vespa completou sete décadas de história, o grupo Piaggio faz uma homenagem à scooter mais amada de todos os tempos, com uma versão especial.

Criada a partir da configuração VXL, a Vespa Edição 70º Aniversário foi oferecida na cor azure 70 silver blue (azul metálico) e equipada com motor de 150 cm³, com potência de de 11,5 cv a 7.000 rpm e torque máximo de 1,17 kgf.m a 5.500 rpm.

Vespa Elettrica (2018)

VESPA ELETTRICA (2018) – A Vespa Elettrica é um ícone contemporâneo da tecnologia italiana. Com uma unidade de potência capaz de gerar 4 kW, o modelo apresenta desempenho típico dos motores elétricos e que supera as scooters tradicionais de 50 cm³, particularmente nos aspectos de aceleração e partida em rampa.

A Vespa Elettrica tem autonomia máxima de 100 km, garantido pela moderna bateria de íon de lítio e pelo eficiente sistema de recuperação de energia cinética durante as desacelerações. Para recarregar a bateria, basta conectar o cabo com tomada do tipo plug in (localizado embaixo do assento) na rede elétrica comum ou em uma estação específica de recarga. Normalmente, o reabastecimento completo da bateria é feito em quatro horas. 

Vespa 300 GTS

Atualmente, a Vespa oferece seis modelos na Itália, enquanto no Brasil são cinco as opções disponíveis ao público: Vespa Club 125, Vespa Club ZX 125, Vespa Classic VXL 150, Vespa Notte 125 e Vespa SXL 150.

Fontes: Piaggio global, Vespa do Brasil, Andar de Moto e Ayrton Senna I Pesquisa, tradução e edição: Fábio Ometto I Imagens: Divulgação e reprodução da internet