Primeira fábrica da GM no Brasil faz 90 anos, com fôlego de 4.0

Berço de modelos emblemáticos da marca no país, unidade instalada em São Caetano do Sul, SP, se transforma em uma das mais tecnológicas e conectadas do mundo

Primeira fábrica da GM faz 90 anos, com fôlego de 4.0

A fábrica de automóveis mais antiga em operação no Brasil também é, nos dias de hoje, uma das mais tecnologicamente avançadas em todo o mundo. A unidade de produção da General Motors de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, de onde saíram carros emblemáticos para a história da empresa no país, como o Opala e o Monza, atualmente é capaz de produzir modelos diferentes na mesma linha de montagem e que contam em seus processos de fabricação com os conceitos da Indústria 4.0 – baseada na tecnologia de conexão 4G -, como o novo Tracker, além do Joy, Joy Plus, Spin e Montana.

Ao longo dessas nove décadas, relata a marca, várias reformas foram feitas na planta da Avenida Goiás, nº 1.805. A mais recente, entre 2018 e o ano seguinte, que contou com o investimento de R$ 1,2 bilhão, foi a que trouxe para a fábrica quase centenária a conectividade da quarta geração, além de outras tecnologias inovadoras, algumas até então inéditas no polo automotivo da região, que é o mais denso do país.

Linha de produção do novo Chevrolet Tracker

“Renovamos a nossa linha de montagem quase por completo. Os prédios permaneceram e alguns aumentaram de tamanho. Mas por dentro, podemos afirmar que é tudo novo. Muito dessa obra foi realizada com a fábrica rodando os modelos anteriores, o que tornou esse desafio ainda maior”, afirma Andreieli Pinto, diretor executivo da planta.

Assim, se no início do século 20, primórdios da industrialização do Brasil, as carrocerias eram puxadas por correntes na montagem geral, hoje, os veículos são conduzidos sobre plataformas chamadas de skillets (ou “frigideiras”, em tradução literal do inglês) ajustáveis em altura conforme a operação a ser realizada.

Operários na antiga linha de montagem de caminhões Chevrolet

Na mesma linha de evolução, enquanto no passado não muito distante as linhas de montagem contavam com poucos recursos eletroeletrônicos, atualmente, seus operadores são treinados em ambientes de realidade virtual, contam com manipuladores pneumáticos e convivem com o grande nível de automação e robótica.

Novas tecnologias permitem a montagem de diferentes modelos na mesma linha

Entre as muitas novidades técnicas implementadas nas linhas de montagem de São Caetano do Sul nos últimos anos, pode ser destacado o uso de veículos autônomos para movimentação de peças na linha de produção, por exemplo, conhecidos como AGCs (Automatic Guided Carts), trazendo mais segurança e produtividade.

Eles transitam pelos corredores com a precisão milimétrica do trajeto, como se corressem sobre trilhos, e são capazes de detectar obstáculos ou veículos semelhantes cruzando o caminho, evitando colisões. Acesse o vídeo abaixo para conhecer em detalhes todas as novidades implementadas na “nova” antiga fábrica da GM:

Além das tecnologias voltadas aos processos de produção, a fábrica também é referência em gestão dos seus impactos ambientais. Todo o complexo, incluindo a manufatura, tem geração zero de resíduos, desde 2016.

Isso quer dizer que nenhum subproduto do processo de fabricação é enviado para aterro sanitário; tudo é reciclado, reaproveitado ou coprocessado.

GM do Brasil mantém a arquitetura original de sua sede no país

A fábrica de automóveis mais longeva do Brasil também é muito próxima e atuante na comunidade do município. Ao longo dos seus 90 anos, a GM esteve presente através do Instituto GM e seu corpo de voluntariado em inúmeras campanhas e ações sociais.

Neste ano, a empresa também liderou uma força-tarefa para o conserto de respiradores voltados ao combate da Covid-19, que estabeleceu na fábrica de São Caetano do Sul um dos centros de reparos dos aparelhos.

Fonte: Chevrolet do Brasil I Edição: Fábio Ometto I Imagens: Divulgação